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O vão central da nova ponte Manaus-Iranduba, que passa sobre o Rio Negro, no Amazonas, exigirá o içamento de 52 aduelas, cada uma com 400 metros de extensão, 22 metros de largura, 7 metros de comprimento e 255 toneladas.
A construtora Camargo Corrêa montou uma operação utilizados dois guindastes especiais, importados da China e da Inglaterra. Ao todo, dez aduelas já foram posicionadas e as atividades devem prosseguir até outubro. Segundo o site Pini Web, especializado em construções de grande porte, as aduelas, pré-moldadas, são içadas por quatro cabos ligados a uma treliça, que suporta 320 toneladas. Após o içamento, as peças são coladas com resina epóxica e a secagem leva seis horas.
Para acelerar a construção, as aduelas são montadas em balsas. A construtora utilizou o mesmo processo na ponte Rio-Niterói e na Linha Amarela, ambas no Rio de Janeiro.
Dos 3,6 quilômetros totais de extensão, 2,7 quilômetros já foram finalizados. Em direção à margem direita serão realizadas a concretagem da pista e a construção do mastro central, com 103 m de altura, de onde partem os cabos de aço que dão sustentação aos tabuleiros do trecho estaiado. A pista na margem esquerda da ponte, em Manaus, já foi concluída.
A ponte tem 73 vãos, divididos por 72 estacas distantes entre si a cada 45 m. A largura do trecho corrente é de 20,70 metros e a da seção estaiada é de 22,60 metros. A altura do vão central é de 55 metros.
A estrutura consumirá 138 mil metros cúbocos de concreto e 14.500 toneladas de aço. A previsão é de que sejam utilizados um milhão de sacos de cimento.
A obra deve ser entregue até dezembro deste ano ao custo de R$ 811 milhões, provenientes de recursos do Governo Federal financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A ponte liga a região metropolitana de Manaus à cidade de Iranduba, facilitando o escoamento da produção agrícola permitindo que o período de travessia caia de 40 minutos (realizado hoje através de balsas) para cinco minutos.
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