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Estudo do Departamento de Custos Operacionais e Estudos Técnicos e Econômicos da NTC&Logística (DECOPE) apontou em fevereiro deste ano que os fretes rodoviários estavam defasados em 18% e recomendou que os usuários de serviços de transporte de cargas revissem a política de contratação de fretes rodoviários.
Passados seis meses, a entidade volta a apontar a necessidade de um repasse, em caráter de urgência, de 10,5%. Segundo nota distribuída à imprensa, as empresas que operam no setor vinham obtendo margem insuficiente para bancar o aumento na complexidade das operações e os investimentos necessários. Tal situação, para o Decope, comprometeria, em curto prazo, o suprimento das demandas da indústria e do comércio.
Durante os últimos seis meses, muitas negociações foram encaminhadas, com a revisão dos fretes em muitos casos. Porém, a entidade considera que o movimento foi insuficiente, pois ainda não se vislumbrou no setor a esperada recuperação de margens que a medida pretendia.
Segundo a nota, os percentuais de repasse aos fretes foram, em muitos casos, inferiores aos valores solicitados, Outros itens como a elevação nos custos das empresas em razão de perdas na produtividade, devido a fatores como restrições à circulação nos grandes centros, barreiras fiscais e ações de fiscalização nos terminais e questões trabalhistas, continuam comprometendo os resultados.
Além disso, os custos operacionais de março a julho, apurados pelo Índice Nacional de Custo de Transporte (INCT) acumulam alta de 5,5% neste período.
Por conta desse cenário, A entidade estima que ainda persiste no mercado uma defasagem de pelo menos 5%. Esta, somada ao INCT do período, totalizaria um percentual de 10,5% a ser repassado aos fretes.
Um dos problemas detectados pelo Decope é a remuneração inadequada em relação a custos e serviços adicionais, não contemplados nas tarifas normais. Enquadram-se nesta categoria: o elevado tempo de espera para realizar carga e descarga (TDE), os serviços de paletização e guarda/permanência de mercadorias, uso de escoltas e planos de gerenciamento de risco customizados, o uso de veículos dedicados, entre outras.
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